Pesquisadores comprovam redução dos índices do COVID-19 na região de Aquidauana

A análise dos dados da pandemia da 33ª à 35ª semanas epidemiológicas – período de 15 a 29 de agosto – realizada com os microdados atualizados em 01 de setembro, mostra que os níveis de alertas cresceram nas diferentes microrregiões de saúde (MRS) de Mato Grosso do Sul e na região de Aquidauana surtiu um efeito positivo com uma leve redução dos números da Pandemia.

A metodologia, desenvolvida por um pesquisador da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), resume cinco indicadores em uma medida-resumo – o índice de morbimortalidade municipal por Covid-19 – e se traduz em níveis de alerta. O resultado da análise, segundo Adeir Archanjo da Mota, expressa de que maneira os gestores públicos têm administrado a pandemia nos diferentes municípios que integram as MRS: “Observamos crescimento, ou em alguns casos, estabilidade com modesto crescimento no índice, em todas as microrregiões de saúde do estado com exceção da microrregião de Aquidauana.

Ao considerar os alertas emitidos pelos pesquisadores, a gestão municipal decretou lockdown por sete dias e – embora seja um curto período de tempo – parece ter surtido efeitos positivos na redução dos números da pandemia”. Composta por Aquidauana, Miranda, Anastácio, Nioaque, Dois Irmãos do Buriti e Bodoquena, todos os municípios registraram queda nos níveis de alerta (Aquidauana de 5 para 4 e os demais de 4 para 3, com exceção de Bodoquena que permaneceu com nível de alerta 1).

De acordo com a pesquisadora da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), Fernanda Vasques Ferreira, o resultado dessa microrregião de saúde é reflexo do nível de importância dado pelos gestores públicos à pandemia. “Quando são emitidos alertas, um gestor público reconhece a importância das pesquisas e toma providências no sentido de preservar a vida dos cidadãos, a população também passa a dar a dimensão de gravidade correspondente à realidade da pandemia. Isso contribui para que as pessoas respeitem os decretos com restrições mais severas, como também para que os números da doença recuem”, avaliou a professora, que pesquisa na área de Comunicação, Saúde e Políticas Públicas. Archanjo da Mota reitera a necessidade de vigilância em relação aos dados da Covid-19: “O que fica evidente é que, em certa medida, Aquidauana fez o ‘dever de casa’. Contudo, a microrregião precisa continuar um trabalho de conscientização e de restrições para prevenir mortes evitáveis”.

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