Auditora Fiscal Federal suspeita estaria há três anos recebendo “por fora”

Foto crédito: Divulgação/ Roberto Kawasaki

Ontem (31), a Policia Federal após três anos de investigação trouxe à tona um suposto esquema de corrupção envolvendo um frigorífico e uma Auditora Fiscal Federal em Presidente Prudente. Os delegados deram uma coletiva para falar sobre o esquema. Como a investigação continua, a policia afirmou que os nomes ainda serão mantidos sob sigilo total para que não atrapalhem as investigações.

Segundo o delegado de acordo com as provas obtidas pela Polícia Federal, desde 2018, suspeita-se que uma auditora fiscal federal do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) teria recebido valores e vantagens para facilitar a comercialização de carnes em desacordo com as normas do setor.

“A pessoa, uma vez corrompida, faz vistas grossas para esse tipo de análise [eventuais doenças encontradas nas carcaças da carne, por exemplo] e muita coisa que não deveria passar, acaba passando e vai para o mercado consumidor”, explica o delegado Leopoldo Andrade de Souza.

Ainda conforme a autoridade, há “fortes indícios” de que os envolvidos trocaram embalagens de forma a adulterar datas de vencimento, e modificaram romaneios e relatórios de pesagem.

Nos endereços foram apreendidos celulares, computadores e documentos que serão periciados. Os crimes objetos de investigação são a suposta prática de corrupção ativa, corrupção passiva, prevaricação, falsidade documental, crime sanitário, estelionato e organização criminosa.

“O crime de corrupção é de difícil apuração, então, nós tivemos que trabalhar muito para conseguir chegar ao dia de hoje [ontem 31.05]”, salienta Leopoldo.

Alguns detalhes sobre a investigação não foram divulgados, pois ela está sob sigilo absoluto judicial. Porém, conforme a Polícia Federal, a auditora fiscal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento investigada, foi afastada de suas funções, por determinação judicial.

O próximo passo da investigação é ouvir os suspeitos, para averiguação de possíveis outros envolvidos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *