Castelo do Lixo cai e Guerreiro terá que devolver R$9 milhões aos Cofres Públicos

MPE desmorona castelo de lixo de Guerreiro

Guerreiro terá que devolver R$9 milhões de reais ao cofre publico, alem de responder por improbidade administrativa

 

O MPE investigou a suposta Máfia do lixo que impera em Três Lagoas, há mais de 15 anos e protocolou no penúltimo dia de trabalho do MPE MS ano de 2019, antes do recesso,  o pedido de improbidade administrativa contra o prefeito Ângelo Guerreiro ( PSDB),  e seus secretários  o secretário de Governo Daynler Martins Leonel, do secretário de infraestrutura Adriano Kawata Barreto, do diretor de Licitações Adelvino Francisco de Freitas e do empresário Fernando Antônio Fernando de Araújo Garcia, proprietário da empresa Financial Construtora Industrial Ltda, diante tantas irregularidades na contratação da empresa de coleta de lixo da cidade, que já vinha sendo denunciada.

O promotor de justiça Fernando Lanza, da 2ª Vara do Patrimônio Público em Três Lagoas nesta Ação de Improbidade administrativa protocolada na Vara da Fazenda Publica e Registros Públicos da Comarca também pediu a indisponibilidade de bens dos réus até o valor de R$ 9.626.169,73 para ressarcir eventuais danos ao patrimônio público, em função da contratação da empresa de forma lesiva ao município, segundo ele.

O caso foi passou na Casa de Leis da cidade, mas os vereadores da Comissão investigativa, encabeçado pelo Sargento Rodrigues nada achou e arquivou a investigação, já que a base do prefeito e maioria na Câmara e acabam com qualquer investigação contraria ao Guerreiro.

A investigação do MPE se sucedeu através do pedido da empresa Kurica Ambiental, uma das participantes no processo, assim como solicitações de investigação vinda do vereador Renée Venâncio ( PSD),  que pediu a abertura da investigação na Casa de Leis, que acabou arquivada.

O vereador Renée Venâncio desde o inicio da contratação irregular alertou sobre o problema administrativo e chegou a fazer vários discursos pedindo o socorro do MPE, diante as manobras e irregularidades realizadas pelo prefeito.

O arquivamento foi recriminado pela população, que esperou por justiça e agora aprovado pelo MPE  que comprovou e apresentou as irregularidades na contratação da empresa Financial que trabalhou sustentada por contratos emergenciais ilegais no valor de R$3.436.047,87.  “A mando do Prefeito Ângelo Guerreiro, a Prefeitura de Três Lagoas, por seu setor de licitação chefiado pelo servidor Adelvino Francisco de Freitas, foi manejado procedimento para a contratação direta e emergencial, pelo prazo de 90 dias, de empresa para a execução do serviço de coleta e disposição final do lixo”, disse o promotor Fernando Lanza .

     

Na ação o promotor explicou o porque da irregularidade das emergenciais que duraram mais de dois anos. “Por vedação expressa da Lei de Licitações, que estabelece como uma das restrições para as contratações emergenciais prazo máximo de 180 dias, e que já havia expirado, de acordo com a ação”, concluiu Lanza, o que comprova as irregularidades cometidas desde o inicio do mandato do prefeito Guerreiro em 2017.

A reportagem procurou a prefeitura para falar sobre o caso, mas não obteve resposta.

 

5 thoughts on “Castelo do Lixo cai e Guerreiro terá que devolver R$9 milhões aos Cofres Públicos

  1. Parabéns a todos Renée Venâncio,Promotoria com Dr Fernando Lanza e todos que estão colaborando para defender a população de mau uso do dinheiro publico.Quero deixar o meu abraço a todos e que Deus os protejam.

  2. Parabéns ao Vereador Renée Venâncio que sempre trabalhou com transparência e aos demais ;para mostrar a população de Três Lagoas que temos ainda pessoas dispostas a trabalhar com dignidade e arrancar a sugeira da nossa cidade!

  3. Este é o Homem que se diz honesto, enquanto muitos três Lagoense sofre por falta de Remédios, vem um de outro estado enriquecer a custa do já sofrido Três Lagoense gente sem REELEIÇÃO.

  4. Boa noite. A minha crítica à coleta de lixo é o recolhimento de dejetos orgânicos e inorgânicos de outras residências da cidade de Três Lagoas e colocarem no chão frente a minha calçada ou em cima dela, criando condições de proliferação de doenças por cães e gatos, além da sujeira que fica.

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