Promotor Moisés Casaroto explana sobre decreto que proíbe festas em Três Lagoas

O promotor de Justiça, Moisés Casaroto, participou da sessão da Câmara Municipal, nesta última terça-feira (19), de forma online, para explicar o último decreto municipal, editado com apoio do Comitê de Enfrentamento e Prevenção à Covid-19 que agitou os moradores da cidade. Ainda falou que  o Comitê estuda SIM um “fechatudo”, na cidade.

Ele explicou que as restrições são para reuniões com mais de seis pessoas, para a realização de festas e encontros, visando reduzir o avanço das contaminações. Também disse que isso não se aplica a casas onde residam mais de seis pessoas, logicamente, mas ao recebimento de visitas para festejos.

Casaroto relatou fatos de reuniões familiares e entre amigos que já ocasionaram em casos de Covid-19, no Estado, como na cidade de Brasilândia, onde 12 pessoas foram contaminadas e duas morreram em decorrência da festa domiciliar. Outros relatos foram sobre aglomerações em locais públicos, como o Jupiá e Lagoa Maior, além de várias denúncias de festas e partidas de futebol reunindo dezenas de pessoas, atos considerados o de maior risco de propagação da doença.

O promotor ainda disse que o comércio e estabelecimentos públicos continuam em funcionamento de acordo com medidas de restrições sanitárias anteriormente decretadas. Ele solicitou que a população tenha a preocupação de aderir às normas, com objetivo de melhorar o avanço no número de infectados. Na segunda-feira, a cidade já contabilizava 108 casos positivos para Covid-19 e quatro óbitos. Casaroto disse que o distanciamento social é a principal forma de combate.

O diretor da Câmara, André Bacalá Ribeiro, representante do Legislativo no Comitê, também falou remotamente, explicando que o momento é de guerra contra o coronavírus e que as restrições não são contra a população, mas a favor da proteção, uma vez que a cidade ainda não conta com suporte hospitalar. “Não é hora de festejar, mas sim de ganhar a guerra contra o vírus”, afirmou.

Ribeiro lembrou que os 40 respiradores comprados pela administração municipal ainda não foram entregues pelo fabricante e os oito respiradores doados por uma empresa não foram ligados, devido a questões de incompatibilidade técnica.

Os representantes do Comitê informaram, inclusive em resposta ao vereador Renée Venâncio, que será realizada nova reunião para melhorar a redação do decreto, de forma que não pairem dúvidas nem ocorram interpretações distorcidas, com cunho político, para descredibilizar a medida.

Na mesma tarde a prefeitura imediatamente contrariou a afirmação do promotor sobre negociação de um possível “fechatudo”, com objetivo de controlar a pandemia que chega a mais de 100 csos de infectados na cidade. Divulgando nota de que o prefeito não estuda a possibilidade, neste momento.

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