“Grupo Mães Unidas” clamam por resposta da morte de Hikelme que há um ano mãe aguarda atestado de óbito da criança

Mãe que perdeu seu filho em 2019  devido violência no parto normal feito no hospital Auxiliadora em Três Lagoas contou detalhes sobre o parto durante a live organizada pelo grupo Mães Unidas, na tarde desta quinta-feira (23), que contou com a direção de Angelita Caetano, presidente do Grupo Mães unidas que vem lutando em favor de mães que depois desta denuncia apareceram por terem sofrido maus tratos durante os partos normais.

A Mãe do Hikelme, Iris Ribeiro contou os detalhes do nascimento feito no Hospital Auxiliadora que a criança caiu direto no chão ocorrido pela força médica do parto normal que foi feito sem apoio algum, e até hoje  ela não tem o atestado de óbito da criança que nasceu no dia 23 de julho de 2019. Iris durante a live detalhou a forma que sua placenta foi retirada após o nascimento. Também afirmou ter pego seu filho no colo com vida, nascido de 39 semanas completas.

A denuncia que chocou a comunidade e todo MS diante a exposição do caso na mídia em 2019 aconteceu devido a violência que chegou a marcar o bebê que horas depois foi a óbito.

Durante a live Iris acompanhada de sua irmã, contou que o médico havia dito ainda no hospital que a criança havia engolido o líquido das fezes, e que por este motivo havia falecido, mas segundo Iris conforme outra conversa com o médico ocorrida em um segundo momento , o mesmo contou outra história.

Iris que é a mãe, até hoje não tem o atestado de óbito da criança, porque o médico afirmou no segundo momento que Hikelme havia nascido morto, mas a mãe contou que o teve no braço com vida e até hoje a história não teve fim.

Depois que este caso foi a mídia muitas outras mães de Três Lagoas apareceram contando histórias semelhantes sobre violência nos partos normais e foi quando Angelita, a presidente e idealizadora do Grupo tomou providências para que normas e medidas fossem adotadas em favor das mães.

O hospital Auxiliadora entregou uma nota para a família dizendo que o caso está ainda em investigação e sindicância e que assim que finalizarem, será entregue na Secretaria de Saúde do Estado.

A líder do grupo das mães unidas, Angelita falou sobre o posicionamento da Casa de Leis que havia dito que investigariam o caso sobre a negligência do Hospital, “Quase um ano fomos ignorados, e os casos citados na mídia foram para a Comissão de Saúde analisar. no começo deste ano houve uma tentativa de investigação do diretor do hospital e logo no mês passado os vereadores em relação ao caso dos partos normais, como o desta mãe, ressurgiu com o parecer que houve omissão do hospital e em toque de caixa abriram a CPI e nem sequer nos avisaram, sendo que fomos nós que denunciamos o caso, o “Grupo mães Unidas”, mas o que entendemos é que houve erro médico e as avalanches de denuncias sejam investigadas de forma séria e que este pedido de investigação ao hospital não sirva de palanque eleitoreiro”, exclamou Angelita, presidente do grupo de mães que aguarda um oficio oficial dos vereadores em relação a abertura da CPI e investigação sobre este caso.

Angelita Caetano aproveitou a live para informar as mães que hoje as mães com 39 semanas de gestação podem escolher o tipo de parto que querem, e a promotoria fez esta requisição diante da conquista do Grupo das mães unidas.

Ainda afim de esclarecer a morte do filho Iris aguarda o retorno. “Eu espero uma resposta concreta sobre a morte do meu filho. Há um ano meu filho morreu e nada foi feito e não tenho nem o atestado de óbito˜, declarou Iris a mãe do pequeno Hikelme.

 

 

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