Vereadora esclarece em rede social ocorrido durante fiscalização em restaurante da cidade

No último final de semana durante uma fiscalização em bares e restaurantes devido a cumprimento do toque de recolher diante da pandemia, em Três Lagoas a atitude de fiscais da prefeitura chamaram a atenção da vereadora Sayuri Baez (Republicanos), que estava no local no sábado (10), e registrou o ocorrido, mas em seguida foi pega de surpresa pela reação despreparada da fiscal que havia abordado os proprietários do restaurante.

Devido a confusão no local devido o calor das emoções a parlamentar na última segunda-feira (12), que tem sido alvo por trazer a luz diversas denuncias e problemas da cidade emitiu uma nota explicando o ocorrido.

NOTA OFICIAL:

Meus amigos,

Venho através desta prestar alguns esclarecimentos em relação a um fato ocorrido na noite de sábado, por volta das 22 horas, no térreo de minha residência.

Estava reunida com os colegas vereadores, Davis Martinelli e Nego Breno, discutindo algumas pautas e projetos para serem apresentadas em plenário. Por volta das 22 horas, quando os colegas já estavam de saída, eu os acompanhei até a calçada onde estavam seus veículos.

No mesmo instante, chegaram viaturas da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros, com giroflex ligados, além de veículos da Prefeitura que na ocasião estavam fazendo a fiscalização aos decretos do Estado e do Município, em uma lanchonete onde funciona em um imóvel de minha propriedade, porém alugado para um pequeno empresário, senhor Rafael Cuiabano.

Embora eu não concorde com a rigidez do documento, que penaliza, principalmente os pequenos empresários, que já não estão tendo condições de pagar seus compromissos em dia, eu tenho que aceitar. Faz parte do regime democrático.

Porém o que eu não aceito é a truculência e o despreparo de alguns fiscais que se julgam acima das leis e das pessoas que já estão no seu limite de stress. Não me contive quando vi a mulher do dono da lanchonete e uma cozinheira chorando copiosamente pela forma que o estabelecimento foi tratado, no meu entendimento, uma notificação pode ser menos evasiva.

Se ele errou ao entregar uma marmita para um cliente que estava dentro do carro, que sofra as consequências da sua atitude, mas com o direito de se defender, explicando as razões que levou a cometer o ato.

Os fiscais devem entender que as pessoas estão no limite do seu estado emocional e suas ações fiscalizatórias confrontam seus direitos de ganhar o pão de cada dia. Assim sendo, as abordagens devem ser de forma respeitosa, civilizada, fazê-los entender as consequências da sua desobediência. Mas, para isso é preciso que os fiscais recebam orientações dos seus superiores, claro que não generalizando o trabalho de todos, pois ali no local existiu uma abordagem compreensiva de alguns, com certeza.

Então, diante das circunstâncias, eu peguei e filmei em tempo real toda a ocorrência, para mostrar a minha indignação, não com a fiscalização, mas pela forma que foi feita. Trataram um pequeno empresário que estava trabalhando como se fosse um marginal, como se tivesse cometido o pior crime da sua vida!

Ainda, no mesmo ato questionei a servidora municipal, pela arrogância e falta de disciplina, que ela se dirigiu nessa diligência. Porém, infelizmente ela continuou da mesma forma, mostrando total descompostura e despreparo para as ações fiscalizatórias. Inclusive, na ocasião ela sequer portava um crachá que a identificasse, e a todo momento conversava com alguém no telefone, que possivelmente a instruía em como reagir.

Sou vereadora de Três Lagoas e tenho orgulho de representar a população do município, e sempre vou estar do lado daqueles que ao invés serem protegidos pelo Estado, acontece exatamente ao contrário. Então onde ocorrer qualquer ato ou manifestação que possa estar ferindo o direito constitucional das pessoas, eu estarei para prestar meu apoio e solidariedade. Esse é meu dever!

Quero aproveitar para deixar registrado que qualquer veículo de comunicação que publicar alguma pauta relacionada a esse assunto, vou exercer meu direito de democracia, exigindo o Direito de Resposta. Não vou deixar que coloquem palavras na minha boca.
Sou responsável pelas minhas atitudes e assumo as minhas manifestações em favor da sociedade.

Três Lagoas – MS, 12 de abril de 2021

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *